Pular para o conteúdo principal
/
// case · 757-station
← todos os cases

// case · 757-station

757 Station

Plataforma B2B para gestão de design systems com motor de IA embutido. Arquitetura dual-persona que elimina o handoff manual e garante consistência na geração de código.

role Lead Product Manager · UX/UItype B2B · SaaS · Design System Builderyear 2025empresa 4p-capital
Capa do case 757 Station - imagem 1
1 / 4
0+produtos sustentados
0handoff manual
0%consistência via tokens
// system map
757 Station
tokens
primitivos
componentes
padrões
docs
4 camadas · 1 fonte de verdade

O problema

Em uma holding que entrega produtos digitais em ritmo constante, o caos visual era inevitável. Cada novo projeto nascia com sua própria paleta, sua própria tipografia, sua própria convenção de componente. A dívida visual acumulava mais rápido do que conseguíamos pagar feature a feature.

Mas o problema real não era inconsistência visual: era o abismo entre quem projeta e quem constrói.

Designers trabalham com hex codes, moodboards e semântica visual. Desenvolvedores (e vibe-coders usando IA) precisam de variáveis CSS, componentes escaláveis e regras lógicas estritas. Sem uma ponte entre os dois mundos, o código gerado por IA simplesmente não respeitava a identidade da marca. Cada nova tela era uma aposta.

O 757 Station nasceu para fechar esse gap de uma vez.

A estratégia de produto

Diferencial: AI Prompt Engine

A maioria das ferramentas de design system armazena guidelines de marca. O 757 Station vai além: ele tem um motor de IA embutido (prompt-architect.ts) que compila prompts ultra-contextualizados a partir das decisões do designer.

O valor real para clientes B2B não é ter um manual de marca online. É conseguir que IAs codifiquem telas perfeitas na primeira tentativa, sem corrigir cores, fontes ou espaçamentos depois.

O designer aprova o visual. O sistema trava as variáveis. A IA recebe o contexto técnico completo e entrega código que já nasce dentro do design system.

Arquitetura Dual-Persona

A decisão mais arriscada (e mais recompensadora) foi recusar criar uma interface que tentasse agradar todo mundo ao mesmo tempo.

Duas personas usam a plataforma com objetivos completamente opostos:

PersonaPerfilO que importa
Designer GráficoAcostumado com Figma e IllustratorPaletas, referências visuais, escalas tipográficas
Vibe-Coder / DevFoco técnicoTokens, componentes (Radix/shadcn), exporters, configurações de infra

A regra foi clara: o que pertence a uma persona jamais aparece na tela da outra. A plataforma opera no background como tradutor universal entre os dois mundos.

Stack tecnológica

CamadaTecnologiaDecisão
FrontendReact 18 + Vite + Tailwind 4Máxima flexibilidade e performance
Backend & InfraSupabase (PostgreSQL + Edge Functions)Dados relacionais + serverless sem overhead
Auth & SegurançaRow Level Security (RLS)Isolamento total entre Workspaces e Projetos
AI Engineprompt-architect.tsCompilação de prompts a partir dos tokens da marca

Decisões de UX

Estruturei cada decisão de design cruzando com as heurísticas de Nielsen, não como exercício acadêmico, mas como ferramenta de argumento interno.

HeurísticaDecisão de designResultado prático
H4: Consistência e padrõesZero cores hardcoded. Toda a interface consome variáveis CSS. Tipografia com tamanhos mínimos travados na arquiteturaO dev sabe que não existe exceção visual que quebre o código
H5: Prevenção de errosCores primárias e tipografias base tratadas como dados críticos. Alterações profundas exigem Double-Check Modals. Regras WCAG embutidas no sistemaUm clique acidental não quebra o design system da empresa
H8: Estética minimalistaDark Mode default com glassmorphism. Tokens transparentes (--glass-bg, --glass-border-hover) criam hierarquia espacial sem peso visualA interface sai do caminho; a identidade do cliente é a protagonista
H3: Controle e liberdadePillTabNav com animações via Motion One que retêm o estado do usuárioO usuário alterna entre configurar tipografia e testar prompts sem perder o raciocínio

As 4 camadas do sistema

A entrega final foi uma árvore de design organizada em camadas com dependência explícita:

  1. Tokens: cor, spacing, radius, motion, tipo. Os valores base de tudo.
  2. Primitivos: wrappers tipados sobre shadcn (Button, Input, Dialog, Tooltip). Nenhum componente do app toca o shadcn diretamente.
  3. Componentes: composições com intenção de produto (DocumentCard, UnitList, StageStepper).
  4. Padrões: receitas citáveis: formulário com validação, lista filtrada, detalhe com sidebar.

Cada camada tem docs MDX com exemplos executáveis e contra-exemplos ("não faça isso porque..."). Qualquer dev pode propor mudança via PR; alteração de token aciona review obrigatório.

Resultados

Fim das "alucinações" de UI. Com prompts contextualizados nos tokens da marca, IAs como Claude e Cursor geram componentes que respeitam 100% o design system na primeira tentativa.

Handoff manual zerado. O processo de documentar espaçamentos, regras de cor e fontes manualmente foi eliminado. Designer aprova o visual, sistema trava as variáveis.

Governança que escala. Times maiores conseguem colaborar no mesmo projeto sem risco de sobreposição. A estrutura de Workspaces combinada com os modais de prevenção de erro torna isso possível mesmo com devs juniores no time.

Aprendizado

O 757 Station me ensinou que a melhor UX muitas vezes não é a interface visual: é a arquitetura de informação por trás dela.

Ao abraçar a fricção real entre designers e desenvolvedores, e ao invés de criar uma ferramenta "tamanho único", separar os dois perfis em ecossistemas próprios provou que empatia em design de produto significa dar às pessoas exatamente o que precisam para ter sucesso. Nem mais, nem menos.

O produto deixou de ser um repositório B2B e virou o cérebro que opera a padronização visual na era da programação via IA.