// princípio 01
Vai além do requisito literal
"Funciona" é o chão, não o teto.
Polish não é decoração — é o que separa algo que funciona de algo que parece certo. Drag-and-drop onde um clique resolveria. Uma micro-interação ao trocar de modo. Atalhos de teclado que power users descobrem por acidente. Estados vazios que ensinam em vez de pedir desculpa.
Sinal de violação
A feature atende à spec literalmente, mas um usuário completando uma tarefa realista nota fricções que a spec não mencionou. Ou: a primeira coisa que um reviewer afiado diz é "isso tá ok" — que em inglês técnico quer dizer "isso não tem nada de especial".
Contra-sinal
Alguém usando pela primeira vez diz "ah, legal" sem você precisar apontar nada.
Bom exemplo
Uma feature de page groups que não só adiciona um campo de dados — tem criação inline de grupo, um picker de tipo com explicação, browser filtrado por grupo, e migração silenciosa de cada projeto existente. Cada detalhe é "ir além".
Mau exemplo
Enviar um slider numérico que funciona mas não dá pista do máximo, sem warning na borda, sem empatia pelo usuário que não sabia que a feature existia. Tecnicamente completo, experiencialmente morto.