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Desenha pra jornada, não pra feature

Uma feature nunca é o objetivo. A tarefa subjacente do usuário é.

Ninguém abre um app de chat pra "enviar mensagens". Abre pra comunicar — o que inclui escrever, escolher tom, reler antes de enviar, achar o que alguém disse antes, e sinalizar que está pensando. Cada passo dessa jornada é uma superfície de design. Uma feature de chat que só resolve "enviar mensagem" pontua 20% do próprio propósito.

Aplica recursivamente: ao avaliar uma feature, pergunta "que jornada essa feature habita?". A resposta raramente é o nome da feature.

Sinal de violação

A descrição da feature e a implementação batem exatamente. ("Botão Export → exporta arquivos.") Isso não é design, é transcrição.

Contra-sinal

Descrever a feature em voz alta leva três frases sobre o objetivo do usuário, não uma frase sobre a mecânica da feature.

Bom exemplo

Um fluxo de export que não é só "download zip" — é "revisar o que você construiu, confirmar que é o que você queria, e chegar a uma forma usável downstream". Por isso tem preview da árvore de arquivos, badges de tech-stack, contagem de seções.

Mau exemplo

Um teste que só verifica "code.length > 100" — valida que o export disparou, não que o output foi correto. Pensamento no nível do objetivo, não da jornada.